O escritório de Sol e André havia se transformado em algo entre um abrigo e um lugar de retorno.
As paredes continuavam brancas, com prateleiras de livros de direito e caixas organizadas por cores e etiquetas. Mas agora havia também cavaletes, pincéis, papéis soltos e pequenos potes com restos de tinta.
Clara passava boa parte dos dias ali, sozinha. Às vezes com fones de ouvido, outras apenas ouvindo o ranger discreto da casa de madeira. O som das folhas no quintal, o latido breve de um cachorr