Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla foi prometida. Ele a tomou à força. Fugir agora não é mais uma opção. Humana e sem loba, Melina Katsaros é vista como inútil pela própria família, que a entrega de bandeja para Amarok Mavros, o Alfa de sua matilha que tem uma péssima fama de ser cruel e sanguinário. Cansada de ser humilhada por sua família e agora prometida em um casamento arranjado com um lobisomem que não ama, sua única alternativa é fugir de um destino que lhe foi imposto à força. Agora, sequestrada pelo Alfa dominante que a quer como esposa a qualquer custo, a humana jura resistir com cada fibra do seu corpo em busca de sua liberdade. Em meio a fugas desesperadas, correntes e noites intensas no meio da floresta, Melina começa a perceber que o ódio é o sentimento mais próximo do desejo. Tropes literários: *Alfa Possessivo e Dominante *Protagonista Rebelde e Indomável *Casamento Arranjado * De Inimigos a Amantes *Mocinha Humana entre Lobisomens *Aproximação Forçada *Só tem uma Cama *Fuga e Perseguição Alerta de gatilhos: *Casamento Forçado *Sequestro *Violência Física e Emocional *Controle e Dominação masculina *Rejeição Familiar *Prisão e Contenção (correntes) *Tensão Psicológica *Relação de Poder (Alfa vs. humana) *Cena de possessividade intensa O LIVRO CONTÉM LINGUAGEM IMPRÓPRIA E CENAS NARRADAS DE SEXO EXPLÍCITO +18!
Ler maisMELINA Cinco anos depois…A brisa da floresta tinha cheiro de terra molhada e lar.O entardecer filtrava os raios dourados por entre os galhos altos, tingindo tudo com tons de dourado. As folhas secas eram esmagadas sob meus pés descalços enquanto a risada contagiante de um pequeno ser de luz que corria entre as árvores da floresta me guiava como uma trilha de vida e alegria.— Rael, cuidado para não se machucar — alertei, com a voz misturada entre um sorriso e repensão contida.Ele não respondeu e apenas gargalhou, uma risada livre, sapeca e cheia de energia.Meus olhos o acompanharam com ternura e admiração enquanto ele saltava sobre um tronco baixo caído e disparava floresta adentro. Seu cabelo escuro dançava ao vento e, por um instante, quando virou para trás para olhar para mim e para ter certeza de que eu ainda estava o seguindo, eu vi os olhos dele brilharem em vermelho.Iguais aos olhos do pai dele.Meu coração apertou com força, mas de um jeito bom, já que não havia palavras
AMAROK Cinco meses depois…A neve caía lá fora em flocos pesados, silenciosos e cobrindo toda a floresta com um manto branco. O mundo parecia suspenso entre o tempo e o silêncio lá fora, mas aqui dentro da nossa cabana e entre lençóis grossos e o calor do meu corpo transformado em lobo, havia vida. Havia amor.Melina dormia encolhida e visivelmente confortável contra mim, sua pele humana delicada contrastando com a minha pelagem preta. Era inverno e eu estava em minha forma de lobo, a maior e mais quente, para aquecer minha fêmea e meu filhote em seu ventre que já estava redondo e bem visível.Estávamos deitados nas peles confortáveis e quentes de animais que eu coloquei no chão, fazendo uma espécie de ninho de frente para a lareira. Só que, mesmo com o fogo estalando quase perto, eu sentia a necessidade primitiva de envolvê-la com meu corpo e protegê-la de tudo.Mesmo sem ter cheiro de ameaça no ar.Uma das minhas patas da frente cobria sua barriga arredondada com carinho e cuidado
AMAROK Um mês depois…Já fazia um mês, um ciclo completo da lua e quatro semanas desde que cravei meus dentes na carne quente do pescoço de Melina e fiz dela ainda mais minha em minha forma de lobo. Tudo atualmente era diferente, pois ela já não era mais aquela humana indomável que me fitava com ódio e tentava fugir a qualquer custo. Agora, nesse exato momento, minha fêmea dormia sobre o meu peito com a respiração calma, os cabelos espalhados e a pele sedosa.Fizemos sexo ontem à noite em nossas formas humanas com lentidão e carinho, deixando nossos lobos selvagens apenas assistindo de camarote e querendo assumir o controle.O sol começava a nascer por entre a fresta por debaixo da porta neste exato momento, enquanto minha esposa ainda dormia profundamente em meus braços. Observei ela melhor, vendo sua pele nua coberta apenas por um lençol da cintura para baixo e seus lábios delicados levemente entreabertos. Inalei o cheiro de suor seco que ainda estava impregnado na pele dela do se
AMAROK A caçada tinha sido boa e eu tinha matado um cervo enorme que carregava nesse exato momento nas minhas costas.Os primeiros raios de sol atravessavam a névoa da floresta e, mesmo de longe, eu sentia que a minha esposa estava ali, em algum lugar dentro daquela cabana.Marcada, saciada e minha.O gosto do sangue dela ainda estava na minha boca e na lembrança prazerosa dos seus gritos rasgando a noite na floresta, com nossos uivos misturados quando meu nó nos prendeu. Essa memória pervertida e deliciosa não sairia da minha cabeça tão cedo. E eu não queria mesmo que saísse.O chão rangeu sob minhas botas quando me aproximei da porta da cabana. Deixei o cervo do lado de fora no gancho e entrei, sendo inevitável não fazer barulho. Eu estava pronto para encontrar minha fêmea deitada entre as cobertas, dolorida e com o corpo ainda latejando no meio das coxas pela noite intensa que tivemos na floresta ontem, mas o que vi me pegou de surpresa.Melina estava na cozinha, de costas para
MELINA A floresta ao nosso redor parecia prender a respiração igual a mim, enquanto eu ainda estava de quatro, com o corpo coberto de terra e suor.Amarok continuava atrás de mim, as mãos ainda segurando meus quadris com força e possessividade bruta, como se quisesse se fundir com meu corpo. Eu sentia perfeitamente o calor do sua pele suada contra a minha, o pulsar de seu membro enterrado até o punho dentro de mim e sua respiração quente e ofegante batendo contra a minha nunca.De repente, fiquei em alerta assim que um rosnado alto e animalesco escapou do peito dele e eu senti seu corpo estremecer colado ao meu. Antes que eu pudesse me virar ou reagir, os estalos começaram. Ouvi o som seco dos ossos dele se quebrando para se expandir e meu coração disparou ao perceber que estava se transformando em lobo.— Amarok… — meu gemido saiu fraco e surpreso.Ele apenas uivou às minhas costas, um som longo e rasgado, tão profundo que reverberou pelo seu pau e vibrou dentro do meu ventre.Ain
MELINA O vento soprava contra o meu rosto e meus cabelos enquanto o chão da floresta parecia um borrão sob meus pés descalços. Meu coração pulsava descompassado no meu peito, mas não era de medo.Era simplesmente de expectativa e excitação.Corria feliz e sorrindo como se pudesse escapar de Amarok, do Alfa que me vigiava com olhos de lobo mesmo quando estava em sua forma humana. Estávamos juntos na floresta enquanto ele ensinava minha loba a dominar meus sentidos no escuro, quando eu simplesmente saí correndo e deixei ele para trás sem entender nada.As folhas batiam na pele nua dos meus braços e os galhos tentavam rasgar meu vestido branco e, mesmo no frio, o meu corpo parecia suar. Minha risada arteira e satisfeita escapava entre arfadas de ar quente, enquanto a loba em mim queria brincar e provocar. Queria ser caçada.Olhei para trás enquanto corria como se a minha vida dependesse disso, sabendo que Amarok, meu marido, meu Alfa e predestinado, estaria me perseguindo em passos pe





Último capítulo