AMAROK
A caçada tinha sido boa e eu tinha matado um cervo enorme que carregava nesse exato momento nas minhas costas.
Os primeiros raios de sol atravessavam a névoa da floresta e, mesmo de longe, eu sentia que a minha esposa estava ali, em algum lugar dentro daquela cabana.
Marcada, saciada e minha.
O gosto do sangue dela ainda estava na minha boca e na lembrança prazerosa dos seus gritos rasgando a noite na floresta, com nossos uivos misturados quando meu nó nos prendeu. Essa memória perverti