Elara*
Acordei sobressaltada, engasgada em meu próprio choro, sem saber se era dia ou noite. A cela úmida me consumia, a pedra fria enfiava-se em meus ossos, e o vazio em meu estômago me devorava como lâminas invisíveis. Não sabia se havia dormido horas ou minutos — o tempo já não existia, apenas a dor.
Antes que pudesse respirar fundo, portas de ferro rangeram, e a escuridão do corredor foi rasgada por passos firmes, pesados. Dois lupinos entraram sem aviso, seus olhos selvagens brilhando em c