Elara*
Meu corpo inteiro tremia, não apenas pelo frio cortante que me queimava a pele, mas pelo peso da cena diante de mim. A silhueta dele estava ali, imóvel, presa nos galhos, como uma estátua esquecida pelos deuses. O vento soprava, espalhando neve sobre seu corpo inerte, e cada rajada parecia enterrar ainda mais a esperança que eu tentava agarrar com unhas e dentes.
Castor não hesitou. Com passos firmes, buscou um caminho seguro pelo penhasco e desceu. Eu, no entanto, fiquei paralisada. Lúc