Elara*
A dor na minha cabeça era insuportável, como se cada batida do meu coração fosse uma martelada de ferro contra o crânio. O frio do chão infiltrava-se pelos meus ossos, tornando impossível distinguir o que era tremor da febre ou do desespero. Meus olhos demoraram a se abrir, como se pesassem toneladas, e quando finalmente consegui, o mundo à minha volta me pareceu um pesadelo concreto.
Pedras escuras, paredes úmidas, o fedor de mofo e podridão enchendo minhas narinas. O ar era pesado, qua