Cassian*
A neve caía pesada do lado de fora, cobrindo tudo com um silêncio quase sepulcral. A floresta parecia morta, sufocada pelo branco, como se o próprio mundo tivesse congelado junto comigo. Apoiei as mãos sobre a mureta do posto de vigia, inspirando fundo o ar gelado. Não havia sinais de invasores, nenhum movimento suspeito… mas ainda assim, algo dentro de mim gritava que algo estava errado.
Meus olhos ardiam de tanto encarar o nada, e meu peito pesava com aquela sensação incômoda que eu