Elara*
Eu simplesmente não conseguia acreditar. A cena se gravara em minha mente com a crueldade de uma lâmina: os dois, nus, entrelaçados como se fossem um só. Tudo o que Calie havia insinuado, tudo o que eu temera, estava diante dos meus olhos. Não havia como negar.
Meu coração, tolo e esperançoso, ainda quis se enganar por um segundo. Ainda quis acreditar que eu tinha visto errado. Mas não. Era real. Cruelmente real.
Um sorriso amargo escapou, rígido, doloroso, apenas para disfarçar o nó em