Elara*
Os dias que se seguiram foram como uma nuvem cinzenta se arrastando sobre minha cabeça. Não havia cor, nem vida. Cada amanhecer parecia uma repetição interminável da mesma dor: estar acasalada com Cassian e, ainda assim, viver distante dele.
À noite, eu me deitava na cama do quarto que havia escolhido só para mim, e o silêncio se tornava ensurdecedor. A ausência dele era quase uma presença — sufocava, queimava. Eu sentia a pele implorar pelo toque que eu recusava, o corpo implorando pela