Heloísa Moura
Meus joelhos continuam fracos quando Vittorio me ajuda a entrar no carro. Meus dedos tremem enquanto seguro sua mão, como se precisasse de algo real para me ancorar na realidade.
— Está tudo bem agora, amor — ele murmura, apertando minha mão com carinho. — Eu estou aqui.
Quero acreditar nessas palavras, mas o medo ainda pulsa dentro de mim. O olhar de Liliane, sua voz cheia de veneno, suas ameaças... tudo ecoa na minha mente como um pesadelo que não acaba.
Vittorio dá a partid