Lorenzo Bianchi
Entrar naquela casa, depois de tudo, era como atravessar uma fronteira invisível.
Não era só o lar do meu padrinho, nem só o lugar onde cresci correndo entre os corredores e vinhedos. Era o mundo dela. Era o chão onde Aurora foi criada, onde cada parede conhecia os passos dela — os de alegria, os de dor. E agora, depois de tudo, eu voltava ali com a mão dela na minha. Não como amigo, nem como o afilhado que todos um dia viram como um filho extra. Eu voltava… como escolha. Como r