Mundo ficciónIniciar sesiónBryan é um caipira apaixonado que resolve se casar com as duas filhas do pastor. Tudo começa com uma proposta de casamento, mudando a vida de Anna e Mary Jane.
Leer másPensamento Bryan.
Interior/ Fazenda. 16:00 PM. Trabalhava como peão da fazenda, era um trabalho escravo, tudo que eu ganhava era em troca de um prato de comida. Quando chegava a noite, eu trabalhava no bar servindo as mesas, para poder conseguir dinheiro pra comprar mantimentos. Estava construindo uma casinha, nas terras que eu havia ganhado com muito suor. Já tinha 30 anos, era analfabeto, nunca havia estudado na vida. Minha vida inteira foi domar cavalos, eu não pensava em outra coisa. Até que num certo dia, me apaixonei. Quando vi pelas redondezas a donzela mais linda diante dos meus olhos, de lá para cá, tentei me consertar. Parei de beber, até frequento a igreja para vê-la durante os cultos. O apelido dela era " Anjinha", mas seu nome era Anna. Ela era filha do pastor. Ela tinha 17 anos, nós encontrávamos às escondidas. Sua religião não permitia qualquer tipo de relação, antes do casamento. Eu respeitava o seu espaço, nunca havíamos sequer nos beijado. Estava me preparando para pedi-lá em casamento. Havia até vendido duas cabeças de gados, para dar como dote. Tomei o meu melhor banho, não queria ir fedendo a cheiro de terra, até a casa dos Smith's. Levei um buquê de flores, para presentear a minha anjinha. Estava ansioso para pedir a sua mão. A mãe da minha futura esposa abriu a porta. E a cumprimentei: Bryan: Paz do Senhor, pastora! Curvei a cabeça, pedindo a sua benção. Lauren: Entre, o pastor já está aguardando. Adentrei, retirando os sapatos e pedindo com licença. Me encontrava sem jeito. Eu era muito envergonhado, não gostava muito de falar. Eu era um caipira muito tímido, eu mal conseguia olhar nos olhos das pessoas. O reverendo me aguardava na simples sala de estar. E quando me viu, levantou-se: Austin: Irmão Bryan, paz do Senhor! (respondi de volta) Sente-se! Ele apontou pro assento vazio. E assim fiz. Lauren: Quer tomar um café? Bryan: Não pastora, obrigado. Neguei, pensando mentalmente: tomar café me lembrava o cigarro e eu havia parado de fumar. Lauren: Eu vou lá para dentro, deixarei vocês a sós. O olhar que minha futura sogra me lançou, era de total apoio. Eles eram pessoas simples do interior, caipiras como eu. O pastor trabalhava na roça, já a sua esposa e filhas trabalhavam na fazenda dos nossos patrões, nos afazeres domésticos. Bryan: Tá aqui o dote, pastor. Gostaria de saber se o senhor dar a sua benção? Perguntei, ansioso. Eu não estava conseguindo esconder a emoção. E o sujeito de meia idade, assentiu, pegando o envelope. Austin: Você tem palavra de homem, não é? Bryan: Sim, pastor! Eu quero casar.( afirmei) Austin: Ok. Lauren, vá chamar a nossa filha. Apertamos as nossas mãos, firmando a promessa. A mulher saiu da cozinha, indo até o quarto. Fiquei esperando ansioso, com meu coração tão cheio de expectativa. Anjinha era muita preciosa para mim. Eu acordava pensando nela, já imaginava o nosso casamento. Sai dos pensamentos, quando ergui o rosto... Desfiz todo o sorriso, quando a pastora trouxe sua outra filha mais velha, a Mary Jane. Bryan: É ela? (apontei, sem reação) Austin: Por que o espanto meu caro? Acho o quê? Que eu daria a mão da minha filha mais nova, antes de casar a mais velha? Mary Jane já está na idade de casar, ela já tem 18 anos. Engoli em seco naquele instante. Eu queria levantar daquele sofá e desfazer todo o acordo, mas eu havia dado a minha palavra. A irmã da Anjinha mal me encarava, ela era muito estranha. Digo, era mais religiosa e seguia a doutrina da igreja fielmente. Até o jeito de se vestir, era uma saia cumprida, muito diferente da minha Anjinha. O pastor não compreendeu a minha reação, quando me retirei da sua casa, completamente sem rumo. Não era com aquela que eu queria casar. Novamente eu retornei até o reverendo, decidido a fazer uma coisa: Bryan: Vocês são mórmons...— entreolhei para a pastora e ele.— E é permitido na religião se casar com mais mulheres. Austin: Poligamia, não é mais permitido hoje em dia, foi abolido. Bryan: Por favor, pastor, abra uma exceção.— o implorei.— Eu prometo fazer suas filhas felizes. Eu sou trabalhador, posso sustentar as duas e ajudar o senhor na igreja. Eu dou outro dote, se o senhor quiser. Austin: O que acha sobre isso, Lauren? Lauren: A decisão é sua, meu esposo, não quero intervir. Fiquei aguardando ansiosamente. E quando o reverendo deu a resposta: Austin: Estou de acordo com os casamentos. Sorri. A minha felicidade era porque finalmente teria Anjinha comigo. Eu estava trabalhando igual um jumento para construir a nossa casinha. Mas a parte difícil, era como eu daria conta da outra? Eu nem sequer a amava. ◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇◇6 MESES DEPOIS....POV’S MARY JANE. FAZENDA Ficava olhando para trás e lembrando tudo que havia acontecido nesses últimos meses....Toda honra e toda glória era dado a Deus. Lauren, a mulher no qual eu passei os meus últimos 18 anos chamando de mãe, não era a minha mãe. Ela faleceu de um infarto fulminante.Minha irmã e eu sofremos tanto, apanhavamos demais. Tanto de Lauren, como do falso pastor. Nunca pensei que homem no qual eu chamava de "pai" fosse cometer o pior dos pecados. Anna passou um inferno, mas o seu pesadelo teve justiça. Austin vai viver o resto da vida na prisão, foi condenado a prisão perpétua. Depois que minha mãe ( Rachel) denunciou, outras vítimas apareceram. Isso envergonhava o evangelho, mas a igreja do Senhor não tinha culpa do pecado humano.Estávamos vivendo momentos de glória. Deus honrava aqueles que tinham fé. Eu, Anna e Bryan éramos o maior exemplo de testemunho.Minha irmã e eu havíamos apreendido a ler. A nossa mãe pagou as melhores professoras, par
Pov's Bryan. Havia bebido um porre de cachaça. Iria matar aquele cabra safado, por ter desonrado Anjinha. Bati na porta, quase arrombando.Bryan: Aparece, seu escroto!— gritei, chutando a madeira.— Eu achava que o senhor era um homem de Deus, mas você é um velho safado! Abusou da própria filha.Cuspi as palavras indignado. Apertei a faca entre a minha mão. Bryan: APARECE, PASTOR!Continuei fazendo um escândalo na porta da casa dele, aos berros.Chutei de novo a porcaria da porta, cambaleando por um lado e pro outro.Lauren: Está com o diabo?— no fundo dos olhos dela possuía tanta fúria.— Dar o fora daqui, senão eu vou chamar polícia, seu bêbado imundo!A velha quis me expulsar com um cabo de vassoura. Bryan: TEM QUE CHAMAR É PRO SEM-VERGONHA DO SEU MARIDO!— gritei.Lauren: Não fale assim de um homem de Deus.Dei uma gargalhada alta.Bryan: A senhora é outra que apoia safadeza.— acusei, num tom de revolta.— Não percebeu o que estava acontecendo debaixo do seu próprio teto.Lauren
A noite, 21:30 PM.Pov's Rachel. Compareci ao culto e reencontrei os meus antigos pastores.Foi uma benção de Deus eu ter entrado naquela igreja e rever aquelas pessoas tão boas, que me acolheram no meu momento mais difícil.Pastora Lauren me recepcionava em sua casa. Lauren: Você está tão diferente, Rachel. Você mudou muito, nem parece aquela garotinha do interior. Beberiquei alguns goles do café.Rachel: Os planos de Deus são inexplicáveis, pastora.— declarei, emocionada.— Eu sobrevivi a tantas lutas. Lauren: Eu lembro, você passou muita fome.Rachel: Quando eu perdi August, meu mundo desabou.Relembrei, mencionando o meu primeiro esposo. Lauren: O missionário era muito teimoso, morreu brigando por um pedaço de terra. Rachel: Fiquei tão devastada, com duas crianças nos braços. A senhora e o pastor que me ajudava, mas as meninas eram muito pequenas. Se August não tivesse morrido, acho que teria sido diferente. — acrescentei, tão arrasada. Reviver o passado, me trazia marcas qu
Algumas horas depois...11:30 AM.Pov's Anna Havia chegado da aula e estava na cozinha, tentando fazer o almoço no fogão a lenha. Olhei para trás, quando ouvi:Bryan: Anjinha, eu consegui o emprego!Recebi a notícia, e pulei nos braços dele. Fiquei tão feliz, que lhe olhava com orgulho. Meu coração o amava tanto, que eu nem conseguia esconder.Anna: Sério, jumento? Que coisa boa!Bryan: Eu vou começar a trabalhar na fazenda amanhã. Vou ganhar um bom salário, e não vamos mais passar necessidade. Seus olhos estavam brilhando de felicidade. Ele me deu uma bitoca rápida, depois nos beijamos para valer.Fomos pro quarto, ainda permaneciamos nos beijando.Marie dormia no berço, entramos sem fazer muito barulho. O meu marido procurava tirar o meu vestido, mas o zíper estava enterrado.Seria a nossa primeira vez juntos. Eu estava nervosa, não sabia como fazer. Será que ele ia me dar carinho, igual como eu engravidei? Anna: Jumento, perai...— o interrompi.– Não vai doer, né?Questionei i
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