Mundo de ficçãoIniciar sessãoPov's Bryan
Interior/ 20:00 PM. Eu estava nas nuvens, me sentia o homem mais feliz do mundo. Já havia até vendido um porco para inteirar o dinheiro que faltava do outro dote. O pastor havia dado a benção para o casamento,.. Precisava me encontrar com Anjinha, contar a ela que finalmente ficaríamos juntos. Estava do lado de fora da casa, esperando as luzes do quarto dos seus pais apagarem. Nós encontrávamos todos os dias a esse horário, quando todos dormiam. Joguei uma pedrinha pequena na janela de madeira do seu quatro. Mas ela não apareceu. Insisti mais uma vez. Fui para próximo da janela, olhando de um lado pro outro. A casinha onde eles moravam, ao redor só havia mato. Deixei sobre a janela; uma caixinha pequena com um cordão dentro. Havia comprado para Anjinha, com dinheiro que havia recebido do meu serviço. Coloquei também o desenho que fiz. Eu não sabia ler, mas eu pedia os outros peãos para me ensinar. Eu não queria que Anjinha sentisse vergonha de mim. Toda vez que vinha encontrá-la, eu tomava um bom banho, para tirar o cheiro de gado. Desisti de ficar ali parado, esperando-a aparecer. Talvez estivesse dormindo e não queria incomodar o seu sono. Montei no meu cavalo, indo embora pelo matagal. Hoje passaria a madrugada inteira trabalhando. (........) Pov's Mary Jane. Assim que ouvi os passos do cavalo, abri a janela. Ainda consegui avistar de longe, o sr.Bryan desaparecendo no meio da escuridão. Anna havia chorado tanto durante a tarde, que pegou no sono. Nós duas estávamos de castigo e trancada sem sair do quarto. Mamãe havia nos deixado sem jantar também. Eu estava orando a Deus de joelhos, no pé da minha cama, quando ouvi as pedrinhas sendo lançada para janela. Quando espiei da brecha, eu até tentei acordar Anna, mas ela não quis aparecer para atendê-lo; simplesmente se remexeu e voltou a dormir. Peguei a caixinha, abrindo. Era um lindo cordão. Abri a folha de caderno e tinha um coração meio torto desenhado, escrito: Ti amo. Esse homem parecia amar muito Anna. Mas minha irmã parecia não querer corresponder os seus sentimentos. Deixei o cordão e o desenho perto do travesseiro dela, pois assim que acordasse viria. Voltei para minha cama e me deitei. Fiquei olhando pro teto e pensando: no meu vestido de casamento. No fundo, me machucava em saber que os meus pais praticamente me empurraram para casar com homem que amava a minha irmã. Eles queriam se livrar de mim, por eu ser a filha mais velha. Mas nem sequer pensaram, em como eu me sentiria com isso. (......) NA MANHÃ SEGUINTE... Pov's Anna. Fui a força para igreja. Era domingo, dia de culto. A nove horas da manhã, já estávamos aqui. Cumprimentavamos os outros membros com a "paz do senhor". Mary Jane louvava no altar, enquanto eu e minha mãe recebíamos na entrada, as pessoas que iriam assistir o culto. Papai estava de joelhos orando, desde de que havia entrado. Sua cabeça estava inclinada perto da bíblia. Ele gritava tão alto, o nome de Deus, como se isso fosse diminuir seus pecados. Quis virar de costas, quando vi o caipira chegando. O largo sorriso que ele me lançou, me fez quase revirar os olhos. Minha mãe me cutucou. Lauren: Vá cumprimentar o seu noivo. Disfarçadamente, ela apertou o meu braço, com sorriso forçado na cara. Desde ontem, eu estava sofrendo tortura psicológica por ela. Anna: Claro, mamãe. Sai do meu canto e comportadamente me aproximei do boiadeiro. Bryan: Oiiii, Anjinha! Toda vez que falava comigo, ele ficava sorrindo igual um bobão. Olhei pro lado, e minha mãe me ameaçava através do olhar, para que eu desse atenção a este caipira. Anna: Oi. Respondi, meio sério, engolindo todo orgulho. Bryan: Você gostou do presente? Anna: E-é... sim. Menti gaguejando, e encarei a minha irmã de longe. Eu nem sequer havia abrido aquela caixinha e nem sabia o que era. Bryan: Por que não está usando?— seus olhos checaram. Anna: Vou usar numa ocasião especial. Outra vez, inventei, querendo descobrir o que era. Bryan: Pode ser no dia do nosso casamento. Quando ele mencionou aquilo, senti um frio no estômago. O desespero bateu em meus olhos. A possibilidade de ter esse jumento me tocando, me fazia estremecer. Anna: Sim, com certeza. Garanti, lhe vendo sorrir tão iludido. Ele segurou na minha mão, mas rapidamente me esquivei. Bryan: Perdão, Anjinha, você é muito pura e não quero que se sinta constrangida. Lauren: Vamos entrando, o culto já vai iniciar. Mamãe apareceu, e seguimos até as cadeiras da igreja. Mary Jane desceu do altar e sentou ao meu lado. O caipira ficou do outro lado, o tempo todo me olhando. Cada vez que eu olhava, o boiadeiro estava com seus olhos vidrados em mim. Não correspondia nem um sorriso que ele abria, eu apenas suspirava sufocada. Mary Jane: Algum problema? Anna: Por que você não me disse que aquele presente era dele?— a questionei. Mary Jane: Achei que soubesse. Anna: Fica para você, não quero nada que venha daquele caipira. Entreolhei em direção ao mesmo, que acenou de leve com a cabeça. Minha irmã também olhou para lá. Mary Jane: Ele parece gostar tanto de você, Anna, por que você não o dar uma chance? Anna: Fica você com ele.— mandei. Lauren: Shiuu, as duas. Mamãe cochichou, mandando fazer silêncio. Seu tom de voz soou zangado. Papai iniciou o culto, fazendo um discurso e mencionando um versículo bíblico. Quando ele disse no microfone: Austin: Estou casando as minhas filhas hoje, com homem de Deus. Fitei desesperada à minha irmã. Anna:Agora? Lauren: Fiquem quietas as duas. Mamãe soou repreensiva, beliscando o meu braço. Enquanto ouvia meu pai puxar o saco do caipira, Mary Jane se sentia tão infeliz, quanto eu. Minha irmã sonhava com um casamento, onde pudesse casar de véu e grinalda. Fomos obrigadas a nos levantar e irmos até o altar. Eu estava tremendo e Mary Jane também chorava. Éramos obrigadas a estar ali. O caipira era o único feliz de nós três, e talvez nem estivesse ciente sobre o casamento ocorrer tão rápido. Austin: Eu abençoo essa união. Em nome do pai, do filho e do Espírito Santo. Segurando as mãos de nós três, o pastor ungiu com o azeite sagrado, amarrando uma fita vermelha. Fomos nem perguntadas a responder sim. Austin: Eu consagro esse casamento. Como diz Matheus, capítulo 19, versículo 6: "Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém separa" Sentia as lágrimas escorrendo de infelicidade pelo meu rosto. Eu estava perdida. E estava grávida.






