Mundo de ficçãoIniciar sessãoPov's Bryan.
Fazenda/ Interior. 16:00 PM. Fui até a bar onde trabalhava. Olhei ao redor. Alguns bebiam e jogavam sinuca. O copo de bebida, fazia a minha boca salivar. Toda vez que eu via cerveja, relembrava da época que era do mundo e não servia a Deus. Passei reto, ignorando os pensamentos e indo até o meu patrão no caixa. Bryan: Queria empenhar isso. Retirei do pulso, colocando no balcão o relógio que era do meu pai. Afanso: Quanto quer? Bryan: O tanto que o patrão puder pagar. Cocei a cabeça, sem jeito. Afanso: Só posso dar 25 dólares. Bryan: É muito pouco, aumenta mais um pouco aí patrão. Implorei, e o senhor Afonso olhou para mim com pena, e resolveu ceder me dando uma nota de 50 dólares. Afonso: Se não me pagar até o início do mês, o objeto meu. Ele guardou o relógio, e sai do bar cabisbaixo. Eu era apegado o relógio, pois era a única lembrança que havia restado do meu falecido pai. Mas eu precisava comprar uma bicicleta para Anjinha e seus materiais escolares. Havia antes de vim, passado na escolinha e a matriculado. Sai cavalgando no cavalo, pela estrada. Passei na loja que vendia coisas artesanal e comprei duas redes de dormir. Comprei também velas e lamparina, lá na baia não tinha energia elétrica. Fui escolher a bicleta de segunda mão, estava um pouco enferrujada, mas a Anjinha iria amar. A bicleta era rosa e tinha uma cestinha. Já me imaginava levando-a na garupa. Sorri igual um bobão. Eu estava tão feliz, eu havia me casado com a minha Anjinha e não via a hora de beijá-la. Seria o meu primeiro beijo. (....) BAIA. Pov's Anna. Anna: O jumento não voltou ainda? Questionei, enquanto observava o pôr do sol. Mary Jane: Não fala assim, irmã. Anna: Olha pro lugar onde ele nos trouxe.— apontei.— Nem cama temos. Mary Jane: Ele disse que ia dar um jeito. Virei em sua direção. Anna: Eu odeio o cheiro desse lugar.— fiz a reclamação, enchendo os meus olhos de lágrimas. Mary Jane: Irmã, vamos ter a nossa casinha. Ela veio até mim, me confortando. Anna: Não foi essa vida que eu sonhei para mim. As lágrimas caíram inevitavelmente pela minha face. Minha irmã secou, olhando-me com pena. Mary Jane: Não fica assim. Recebi o abraço apertado, onde pude chorar em seu ombro. Anna: Será que Jesus está me testando, pra ver até onde vai a minha fé? Mary Jane: Jesus não dar um fardo, que não podemos carregar. As vezes passamos situações que não entendemos, mas lá na frente vemos o porquê. Suas palavras sábias, me fazia admirar ainda mais o nosso Deus. Anna: Eu só queria fugir daqui. Expus, em voz alta. Mary Jane: Pra onde você vai? Esse homem está nos dando comida e teto. Anna: Até quando? A perguntei insegura e fomos interrompidas, quando o jumento gritou lá de fora: Bryan: Anjinha, chegueiiiiii! Fechei os olhos, sentindo mais lágrimas descerem. Toda vez que ele abria a boca para me chamar de " Anjinha ", eu sentia um pavor dentro de mim. Mary Jane e eu saíamos para fora. Soei surpresa, ao vê: Anna: Uma bicicleta? Bryan: Venha Anjinha, chegue mais perto. É sua! Me aproximei, receosa. Anna: É minha mesmo?— perguntei uma segunda vez, sem acreditar. E quando o caipira balançou com a cabeça que sim, abri um sorriso meio tímido, circulando o olhar para o objeto. Meus olhos se emocionaram ao tocar na bicicleta. Bryan: Cê também vai a escola, Anjinha. Anna: Está falando sério? Era a primeira vez, que lhe olhava nos olhos. Quase não consegui esconder o sorriso, que se abriu no meu rosto naquele momento.






