O vento gelado cortava como navalha entre as estruturas corroídas pelo tempo. O céu estava nublado, pesado, como se pressentisse o que viria.
Villano chegou primeiro.
Sozinho. Vestido de preto, com as mãos nos bolsos do sobretudo, o olhar inalterado. Cada passo ecoava nas placas metálicas do chão.
03:01.
Um motor distante. Faróis apagados. Um carro antigo, blindado, parou a poucos metros.
Vladimir Romanov desceu. Sem pressa. Sem armas visíveis. Mas o olhar carregava décadas de guerra.
Eles