Foram dois dias sem dormir. Unirian andava pela casa como um espectro — olhos vermelhos, mas secos. A ausência de Dante era um eco constante em cada parede. Cada camisa que ainda exalava seu cheiro. Cada canto onde ele estivera.
Mas ela se recusava a aceitar. Algo dentro dela gritava: ele não se foi.
Até que, numa manhã nublada, a campainha tocou. Dois homens da polícia estavam à porta, e traziam consigo o peso de uma verdade amarga.
— Senhora Marchesi —um dos oficiais disse, com voz baixa.