O beijo no WC tinha sido intenso, carnal e quase impossível de resistir. Sofia sentia o corpo a vibrar com cada toque de Alexandre, o coração acelerado, a respiração entrecortada. Mas um som seco na porta fez ambos recuarem abruptamente — alguém batia à entrada, com impaciência. — Senhora? — a voz de uma funcionária soou do outro lado, firme e preocupada. — Encontra-se bem? Alexandre soltou-se com um gesto rápido, afastando-se de Sofia. Ela passou a mão pelo rosto, tentando recompor-se, enquanto ele abria a porta e sorria de forma contida, mas carregada de promessa silenciosa. — Claro — murmurou Sofia, ainda ofegante, tentando aparentar normalidade. — Vamos — disse Alexandre, mantendo o olhar fixo nela enquanto saíam, um de cada vez, em direção ao restaurante. No espaço do restaurante com vista para o mar, cada detalhe parecia amplificar a tensão. O sol refletia na água, a brisa movia suavemente o cabelo de Sofia, mas nada disso diminuía a eletricidade que pairava entre eles
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