Capítulo 33

Capítulo 33

Dante Guimarães

Eu já vi almas se partindo.

Já vi homens implorando por vida.

Já vi monstros se ajoelharem pedindo perdão.

Mas eu nunca tinha visto uma mulher renascer assim.

Helena Baldin não era mais a mulher quebrada que entrou sangrando na minha vida.

Não era a vítima que eu encontrei tentando se manter de pé.

Não era a mãe desesperada que eu jurei proteger.

A mulher que estava diante de mim agora…

Era outra coisa.

Algo que eu não tinha nome.

Eu deveria temer.

Mas só conseguia admirar.

Ela estava parada no centro da sala, o celular desligado ainda tremendo na mão da Célia, e a gravação marcada para sempre como a sentença de morte de Eduardo Baldin.

Helena não tremia.

Não suava.

Não chorava.

Ela estava calma.

Uma calmaria que dava medo até no inferno.

Quando ela disse “Podem acabar com ela”, foi como ver uma coroa invisível descendo sobre sua cabeça.

Uma rainha de guerra decidindo o destino dos traidores.

Mas eu sabia que ela não ia deixar Célia morrer agora.

Helena não
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