Capítulo 30
Dante Guimarães
Eu já vi muita coisa na minha vida.
Coisas que fariam qualquer homem rezar.
Coisas que fariam outros enlouquecerem.
Mas nada, absolutamente nada, me preparou para ver Helena cair de joelhos quando aquela criança apareceu no topo da escada chamando aquela maldita Célia de mãe.
Ele.
O filho dela.
O filho que ela enterrou em vida.
O filho que aquele desgraçado roubou dos braços dela enquanto ela sangrava por anos.
Vivendo um luto que nunca devia ter existido.
O filho que Eduardo mandou fazer desaparecer.
Leo.
Cinco anos.
Olhos enormes.
O espelho exato dos olhos dela.
E eu senti…
uma fúria tão profunda que parecia arrancar pedaços do meu peito.
E junto da fúria…
veio algo pior.
Ciúme.
De Gabriel.
Do jeito que ele olhava para Helena como se quisesse envolvê-la nos braços dele e proteger ela do mundo inteiro.
Ciúme do jeito que ele sempre se coloca ao lado dela, sempre pronto, sempre olhando por ela como se ela fosse dele também.
Eu preciso me controlar, eu sei o