Foi aí que ele finalmente virou o rosto, o olhar cinzento encontrando o meu com uma frieza desconcertante.
— Chega disso. — ele avisou, com falsa calma. — Ou eu vou fazer você implorar de verdade.
Senti um arrepio gelado subir pela espinha. Aquilo era uma ameaça. Não gritada, não violenta — mas ainda assim, brutal. Ele não precisava levantar a voz pra me assustar. Bastava aquela firmeza tranquila, aquela certeza inabalável de que, se quisesse, poderia me quebrar.
Foi então que vi as luzes a