ALEXEY
“Eu quero.”
Duas palavras. Tão simples. Tão suaves. Mas quando saíram da boca dela, o som rasgou algo dentro de mim. Como se uma represa antiga, cuidadosamente contida por anos de disciplina, tivesse enfim começado a ceder.
Ela disse isso olhando nos meus olhos, com a voz rouca, hesitante, e mesmo assim absolutamente certa. Laura, não fazia ideia do que estava pedindo. Não sabia o que existia dentro de mim, o que eu segurava com os dentes cerrados toda vez que a via rezando, andando p