Thorne
O som da televisão é torturante. Cada repetição das filmagens da minha transformação involuntária parece cavar mais fundo dentro de mim, como se quisesse arrancar um pedaço da minha sanidade a cada novo replay.
Já faz horas que o canal de notícias insiste em repassar as cenas do corredor, do baile, do sangue. A imagem do meu corpo se distorcendo contra a minha vontade, o rugido que não sou eu, os olhos que não reconheço.
A TV não me deixa esquecer. O gosto de sangue ainda está presente e