— Trinta e dois minutos. - Lucca levanta a tela do celular, exibindo o cronômetro pausado, algo que costumamos fazer sempre que consigo escapar das minhas sombras para descobrir o quão bom eles são em me perseguir. Meu amigo desdenha com um sorrisinho: — Os outros eram mais rápidos.
Mentira, não eram. Nenhum dos outros nunca me achou em menos de uma ou duas horas e, porra, isso é assustador. Luc mente melhor do que eu, ao menos, é melhor em disfarçar quando é pego de surpresa. Agarro o copo de água e tomo um longo gole para não precisar abrir a boca, pois nada além de palavras emboladas sairiam dela.
— Eu duvido. - Matteo deixa de olhar para mim e encara o ruivo, cutucando o macarrão na esperança de apunhalar um cubinho de bacon.
— Por que bateu no Martínez?
— Ele precisava aprender o que não significa.
Lucca para de torturar o bacon. Caramba, ele para até de respirar. O brutamontes sequer olhou para mim. Suas palavras foram o suficiente para que meu amigo entendesse o peso delas. Par