Há apenas quatro ou cinco mesas ocupadas no restaurante que escolhemos. Uma cantina italiana afastada do centro e das avenidas movimentadas. O último lugar em que o brutamontes pensaria em me procurar e também, onde a chance de tanto eu quanto Lucca sermos reconhecidos é mínima.
A cozinha é separada por uma meia parede com vidro, então posso ver uma senhora rechonchuda cozinhando diversos tipos de massa, enquanto um senhor de cabelos brancos e bochechas coradas finaliza os pratos para colocá-los na bancada e chamar o garçom com um sininho. Ambos têm os aventais sujos com molhos e temperos e as mãos enfarinhadas.
— Eu não acredito que ela foi mesmo.
Meu amigo queria hambúrguer, mas no caminho decidi que queria almoçar talharim ao molho Alfredo e cá estamos nós, em um ambiente aconchegante e quentinho nos empanturrando de massa com muito queijo. A luz amarelada pende das dezenas de lâmpadas pequenas enroladas nas vigas pesadas de madeira escura acima de nossas cabeças, elas percorrem t