SAVANA
A primeira coisa que senti não foi a claridade.
Foi o calor.
O corpo dele, pesado e quente debaixo de mim, encaixado no meu como se tivesse nascido para aquele espaço. A respiração dele, lenta, quente, roçando na minha nuca. O braço dele, firme em torno da minha cintura, me mantendo ali — presa e segura ao mesmo tempo.
Por um instante, fiquei completamente imóvel. Não queria que aquele momento acabasse. Não queria que a manhã chegasse.
Mas a luz filtrada pelas frestas da janela já começa