SAVANA
A manhã chegou devagar, envolta no cheiro de terra molhada e café recém-passado.
A chuva da noite anterior ainda deixava sua assinatura — gotas presas nos fios de arame, lama fina cobrindo o pátio, poças refletindo o azul pálido do céu que voltava a nascer. O campo parecia respirar mais lento, como se tivesse acordado antes de mim.
O relógio marcava seis e vinte.
Vesti a calça jeans, a camisa de algodão azul-clara e prendi o cabelo em um rabo de cavalo.
Nenhum som além do vento e do mug