Eu abri a boca para responder, mas as palavras não vieram. Ele estava me encurralando, não só fisicamente, mas com aquele tom calmo e calculado que me fazia questionar tudo. Ele era bom nisso, eu tinha que admitir. Bom em manter a pose, em virar o jogo, em me fazer sentir como se eu fosse a vilã.
— Você é um canalha. — As palavras saíram antes que eu pudesse segurá-las. — Como você pode ficar aí, tão tranquilo, sabendo o que fez? Sabendo que mentiu para ela?
Marcos deu de ombros, o sorriso nu