Cheguei a um ponto de ônibus a poucos quarteirões da casa da minha mãe e me sentei no banco de metal frio, a bolsa no colo. O letreiro do ponto estava meio apagado, mas eu sabia que o ônibus para o meu bairro passava ali eventualmente. Ninguém veio atrás de mim — nem Rayane, nem minha mãe, nem ninguém. E, de alguma forma, isso era pior. Era como se minha explosão tivesse finalmente confirmado o que tia Vera sempre insinuava: que eu não era suficiente, que eu não pertencia.
O ronco de um ônibus