O relógio marcava dez e meia da noite quando deixei a cobertura.
O carro preto me esperava na garagem, mas cada passo até ele parecia gritar dentro de mim como um aviso: não vá.
Mesmo assim, fui.
O Hotel Imperial brilhava na Avenida Imperial como um templo de luxo. Cristais, tapetes vermelhos, recepcionistas treinados para sorrir sem nunca perguntar nada.
Era um lugar perfeito para encontros que não podiam ser descobertos.
Subi no elevador sozinha e o meu coração disparava a cada andar que pass