O prédio do Grupo Ayra parecia respirar tensão. Desde cedo, jornalistas se amontoavam nas portas de vidro, com suas câmeras em punho e microfones estendidos, como urubus em volta de um banquete. Os flashes disparavam até mesmo contra os carros que apenas desaceleravam diante da entrada.
Mas dentro de mim, a sensação era ainda pior do que lá fora. Era como caminhar para a própria execução.
Subi os degraus até a sala do conselho de queixo erguido, mas com o estômago em chamas. Cada olhar dos func