Capítulo 17 – O conselho em chamas

O prédio do Grupo Ayra parecia respirar tensão. Desde cedo, jornalistas se amontoavam nas portas de vidro, com suas câmeras em punho e microfones estendidos, como urubus em volta de um banquete. Os flashes disparavam até mesmo contra os carros que apenas desaceleravam diante da entrada.

Mas dentro de mim, a sensação era ainda pior do que lá fora. Era como caminhar para a própria execução.

Subi os degraus até a sala do conselho de queixo erguido, mas com o estômago em chamas. Cada olhar dos funcionários que cruzava nos corredores parecia me julgar e duvidar.

Quando empurrei a porta da sala, o ambiente me engoliu.

Todos os diretores estavam lá, alinhados em torno da mesa de madeira escura.

Os advogados do Grupo, dois jornalistas convidados — porque Ana sabia usar a imprensa a seu favor — e até alguns investidores de fora. Era um teatro. Um circo armado para a minha queda.

E lá estava ela.

Ana.

Impecável, toda de branco com o cabelo preso em um coque delicado, ostentando um sorriso estud
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