A SUV preta serpenteava pela estrada esburacada, deixando para trás a zona de conflito — um caos de fumaça e corpos que ainda sangravam sob o calor implacável do fim de tarde. O sol se escondia atrás de nuvens carregadas, tingindo o céu com tons de ferrugem e carvão, como se o próprio mundo estivesse prestes a explodir.
Dentro do veículo, o ar era denso, quase sólido. O cheiro metálico da pólvora misturado ao suor e ao sangue formava uma névoa invisível que ardia nas narinas. As respirações est