O fim da tarde tingia os telhados da cidade com um dourado suave, quase melancólico. Na varanda da antiga casa de sua infância, Alice segurava uma xícara de chá morno e observava a mãe, que dormia em paz pela primeira vez em dias. O vento trazia o cheiro de terra molhada, e a brisa balançava levemente as cortinas do pequeno quarto.
Desde que havia retornado para cuidar da mãe, Alice passava os dias entre médicos, medicamentos e lembranças. A rotina era dura, mas também purificadora. As paredes