Desde que a mãe partira, tudo em Alice parecia suspenso. Os dias deixaram de ter começo, meio e fim. A mansão, antes cheia de sons, agora era atravessada por um silêncio denso, quase sólido. Nem mesmo o choro dos bebês — suaves, frágeis, ainda tão novos neste mundo — parecia capaz de furar o véu de tristeza que a envolvia.
Alice passava horas sentada na poltrona do quarto, olhando os berços duplos como se ainda não compreendesse que aquelas duas pequenas vidas haviam saído de dentro dela. Era e