Os dias já não doíam como antes.
A dor da ausência da mãe continuava ali — num cheiro, numa canção, numa receita escrita à mão guardada no fundo da gaveta —, mas agora vinha como brisa, não mais como tempestade.
O luto ainda vivia em Alice, mas não a paralisava. Ela começava, devagar, a levantar-se por dentro.
Naquela manhã, o sol atravessava as janelas da mansão com generosidade. Alice estava sentada na antiga varanda de madeira, os cabelos presos num coque solto e um lápis entre os dedos. No