As palavras caíram sobre mim como uma sentença.Não precisaram ser ditas em tom alto para doer, para marcar cada espaço ao meu redor.E, ainda assim, eu não desviei o olhar.Meu peito queimava, cada batida parecia mais alta que a anterior, ecoando na minha cabeça.Raiva, medo, desafio… tudo se misturava em um turbilhão que eu não sabia controlar.Eu podia sentir o poder dele, a presença esmagadora que parecia prender meu corpo, minha mente, meu ar. E, mesmo assim, uma parte de mim se recusava a ceder.Eu queria fugir, correr para qualquer lugar que não fosse aquela sala, aquele olhar, aquele homem.Mas sabia que não podia. Não agora.Não quando cada movimento meu era observado, pesado, julgado.E, ao mesmo tempo, havia algo no jeito como ele me encarava que me fazia querer testar os limites, provocá-lo, descobrir até onde eu poderia ir sem ser quebrada.Respirei fundo, sentindo o ar pesado e quase sufocante.— Eu não sou o que você quer e espera, Alessandro — disse, a voz tensa, os ol
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