Mundo ficciónIniciar sesiónAs palavras caíram sobre mim como uma sentença.
Não precisaram ser ditas em tom alto para doer, para marcar cada espaço ao meu redor. E, ainda assim, eu não desviei o olhar. Meu peito queimava, cada batida parecia mais alta que a anterior, ecoando na minha cabeça. Raiva, medo, desafio… tudo se misturava em um turbilhão que eu não sabia controlar. Eu podia sentir o poder dele, a presença esmagadora que parecia prender meu corpo, minha mente, meu ar. E, mesmo assim, uma parte de mim se recusava a ceder. Eu queria fugir, correr para qualquer lugar que não fosse aquela sala, aquele olhar, aquele homem. Mas sabia que não podia. Não agora. Não quando cada movimento meu era observado, pesado, julgado. E, ao mesmo tempo, havia algo no jeito como ele me encarava que me fazia querer testar os limites, provocá-lo, descobrir até onde eu poderia ir sem ser quebrada. Respirei fundo, sentindo o ar pesado e quase sufocante. — Eu não sou o que você quer e espera, Alessandro — disse, a voz tensa, os olhos cravados nos dele. — Você podia me ajudar a fugir. E então… você poderia se casar com minha irmã. Ela é bonita, submissa, obediente. O tipo de esposa perfeita para você. Eu… eu não sou nada do que você espera. Meu coração disparou, e ainda assim as palavras escaparam sem controle, quase como se confessar aquilo me libertasse de alguma forma. Mas eu sabia que já estava presa, de um jeito ou de outro, mesmo que conseguisse fugir. Ele se moveu lentamente, calculando cada passo, os olhos fixos nos meus, como se cada reação minha fosse um mapa que ele precisava decifrar. Um sorriso enigmático curvou seus lábios — não quente, não acolhedor, mas predatório. Um sorriso que me fez estremecer, mesmo enquanto tentava não demonstrar. — Está me oferecendo sua irmã, Isabella? — disse, a voz baixa, carregada de desafio. — Sério? Eu poderia… mas não quero sua irmã. O silêncio que se seguiu era quase sufocante. E naquele instante eu percebi algo aterrorizante: ele não estava apenas avaliando minha proposta. Ele estava testando minha coragem, medindo até onde eu ousaria desafiar o homem que controlaria meu destino. Ergui as sobrancelhas, confusa. Ele me olhou com um sorriso sutil, calculado, como se cada gesto dele fosse pensado para me desestabilizar. Mas foi o que ele disse em seguida que me fez gelar: — Eu quero você. Agora. Você vai ser um desafio, Isabella… e eu gosto de desafios. As palavras caíram sobre mim como lâminas frias, cortando o ar entre nós. Meu coração disparou, mas não era só medo. Raiva, choque… e algo que eu não queria admitir, uma estranha mistura de fascínio e alerta, se misturaram dentro de mim. — Não… você não pode… — minha voz falhou, traindo o turbilhão que sentia. Ele riu baixinho, quase como se estivesse se divertindo com minha confusão, com meu desconforto. — Posso, Isabella — disse, a voz baixa, firme, controlada, mas carregada de ameaça. — E vou te transformar em algo que você nunca imaginou. Não me interessa sua fuga. O que me interessa… é o desafio que você representa. Vejo sua vontade de liberdade, sua raiva contida… e é isso que me atrai. Você não vai escapar de mim tão facilmente. Um frio percorreu minha espinha, mas, ao mesmo tempo, algo dentro de mim acendeu. Ele não era só o homem com quem eu seria obrigada a me casar… ele era uma presença que me provocava de maneiras que eu não conseguia compreender, e que eu não queria admitir. Cada palavra dele fazia meu corpo reagir, me deixava alerta e… inquieta. Dei um passo para trás, tentando me afastar, mas suas palavras continuavam ecoando na minha mente. Minha resistência, que eu achava sólida, começava a vacilar. — Eu… não sou como sua esposa ideal, Alessandro — disse, a voz firme, mas com o coração disparado. — Não sou uma submissa que você pode controla. Ele se aproximou um passo, o olhar penetrante, medindo cada reação minha. O silêncio caiu entre nós, pesado, carregado. Alessandro me observava, o olhar frio, calculista, como se estivesse lendo cada reação minha, cada pensamento que eu tentava esconder. — E é isso que me atrai, Isabella — disse, a voz baixa, controlada, mas carregada de autoridade. — Você será difícil de dominar… e é exatamente isso que eu gosto. Porque, no fim, vou fazer você entender que é minha. Que, mesmo rebelde, você vai acabar se entregando. Meu corpo ficou tenso, os músculos alertas. Um misto de raiva e algo que eu não queria admitir se espalhou por mim, perigoso, inquietante. — Não… — sussurrei, a voz mais fraca do que gostaria de admitir. Ele deu um passo à frente, e tudo dentro de mim pareceu se contrair. Seus olhos nunca deixaram os meus. Ele sabia exatamente o que estava fazendo, e eu sabia que estava brincando com fogo. Mas, por algum motivo que eu não conseguia explicar, eu não conseguia me afastar completamente. Algo dentro de mim começava a ceder. — Fui criado para ter uma mulher submissa ao meu lado, Isabella — continuou, cada palavra pesada, calculada. — Uma mulher que saiba qual é o seu lugar. Mas vejo que seu pai não lhe ensinou… então será meu trabalho. Eu vou mostrar a você o que significa estar sob meu controle. A raiva cresceu dentro de mim, queimando como fogo. E, ainda assim, algo no meu peito apertou. Algo perigoso e perturbador. Ele não estava apenas me desafiando… estava mexendo comigo de uma forma que eu não esperava. Desafia minha mente, meu corpo, minha vontade. E, por mais que eu quisesse resistir, uma parte de mim sabia que aquele duelo tinha acabado de começar — e que, de algum jeito, eu já não poderia mais fugir totalmente. — Você não me conhece — eu disse, tentando manter a voz firme, mas uma tremedeira traía meu nervosismo. — Eu não sou sua propriedade. Não sou uma mulher que se dobrará à sua vontade. Alessandro sorriu, calmo, quase assustador. Um sorriso que não aquecia, que não revelava nada, mas que deixava claro que ele não se intimidava com minhas palavras. — Você acha que pode lutar contra isso? — ele perguntou, a voz baixa, controlada, carregada de ceticismo. — Isabella… você não faz ideia do que está dizendo. Eu vou te ensinar o que significa ser minha… e, no fim, você vai perceber que isso não é só o seu destino, mas o que você realmente deseja. Meu corpo recuou um passo, tenso, dominado por uma mistura de raiva e frustração. Como ele podia ser tão arrogante? Como podia olhar para mim assim, ver tudo como se fosse um jogo, sem entender que eu queria ser livre, viver sem correntes, sem regras, sem essa prisão de expectativas? O ar parecia pesado, sufocante. Cada palavra dele caía sobre mim como uma sentença, mas, ao mesmo tempo, despertava algo que eu não queria admitir… Um frio, um calor, uma excitação perigosa. Ele não estava apenas me desafiando. Ele estava provocando cada parte de mim que eu lutava para manter controlada. E, por mais que eu quisesse me afastar, uma parte de mim queria confrontá-lo, testar os limites desse poder que ele exercia sobre mim… e talvez, de um jeito que eu não queria entender, desejava sentir o que significava ceder, nem que fosse por um instante. — Eu nunca serei a mulher que você quer que eu seja — eu disse, firme, os olhos desafiando os dele, mesmo sentindo o corpo tremer por dentro. Alessandro me estudou por um longo instante. O sorriso dele ainda estava ali, mas agora tinha um toque de diversão cruel, como se ele gostasse do meu desafio… e do desconforto que causava. — Você vai ser, Isabella — disse ele, a voz baixa, perigosa. — Porque não há outra escolha. Quando perceber que lutar contra mim só vai te desgastar… você vai aceitar o que é natural. E aí… vai ser muito mais fácil para nós dois. Um frio percorreu minha espinha. Ele falava com uma certeza que me fez sentir minúscula, como se tudo já estivesse decidido antes mesmo de eu ter voz. Como se cada movimento meu estivesse previsto, cada pensamento antecipado. — Eu não vou me submeter — murmurei, mais para mim mesma do que para ele, tentando agarrar o que restava da minha dignidade. Ele deu um passo à frente, tão perto que a intensidade da presença dele quase me sufocava. Seu olhar não piscava; era implacável, como se pudesse ler cada pensamento que eu tentava esconder. — Você vai, Isabella — disse, cada palavra calculada, carregada de uma frieza quase predatória. — O que você ainda não entende é que submissão não é fraqueza… é entrega. Você vai descobrir isso sozinha. Não é sobre o que eu quero. É sobre o que você vai querer quando perceber que lutar não vale a pena. As palavras dele ecoaram na minha mente, perfurando minhas defesas. Por um instante, senti algo dentro de mim ceder, uma mistura perigosa de medo, raiva… e uma estranha atração pelo poder que ele exercia. Ele não estava apenas me desafiando fisicamente. Ele estava invadindo minha mente, mexendo com meus limites, jogando um jogo que eu ainda não sabia se conseguiria vencer. E eu sabia, com uma clareza perigosa, que esta batalha não seria apenas de corpos. Seria de mentes. E que, de algum jeito, eu já estava presa nesse jogo. Mas se Alessandro pensa que vou me render assim, tão facilmente… ele está totalmente enganado. Ele pode tentar me quebrar, me pressionar, me desafiar até o limite, mas eu não vou ceder. Não agora, não nunca. Ele pode jogar com meu medo, com minha raiva, até com a atração que tenta despertar em mim… mas minha vontade é mais forte. Eu posso tremer, posso hesitar, posso sentir o frio percorrer minha espinha… mas não vou me render. Ele terá que lutar cada pedaço de mim se quiser me controlar. E mesmo que ele ache que já venceu antes de começar… eu sei que minha resistência ainda está viva. E isso, Alessandro, ele vai descobrir… do jeito mais intenso possível.






