A mansão dormia. O relógio do corredor marcava três e pouco da manhã, seu tique-taque ecoando como um lembrete cruel de que o sono não viria. Juan rolou de um lado para o outro, os lençóis embolados nas pernas, o corpo cansado, mas a mente ainda em chamas. A caixa de cartas de Ryan, que ele havia guardado na gaveta do escritório, parecia chamá-lo de longe, como se o papel tivesse voz.
Levantou-se sem barulho, para não acordar Ayla. Vestiu o roupão de algodão que já cheirava a café e noites mald