Érico
O cara saiu daquele apartamento cuspindo veneno. Eu fiquei ali, no meio daquela sala minúscula, tentando acalmar a Enya — mas, por dentro, minha cabeça tava fervendo.
Eu vi o jeito que ele olhou pra mim, como se fosse dono de tudo e de todos, e pensei: “Esse tipo de homem… sempre acha que pode intimidar todo mundo.”
Eu puxei ela de leve pro meu lado, coloquei a mão no ombro dela.
— Vai ficar tudo bem — falei, a voz saindo mais firme do que eu realmente sentia. — Eu vou resolver isso, de u