Rômulo Medeiros
Saímos do apartamento daquela tal Bruna, e eu senti o braço magrelo da Nádia tremendo sob a minha mão. Mas não tirei a força, não. Apertei mais.
— Vamos, Nádia — falei, sem sequer olhar pra ela.
O elevador desceu lento demais pro meu gosto, e eu sentia a respiração dela cada vez mais curta. A cabeça dela sempre foi fraca — e isso me deixava doente.
Quando chegamos à rua, ela tentou falar, a voz meio esganiçada.
— Por que você tem que fazer isso, Rômulo? Por que não deixa as pess