O carro avançava pela estrada de terra com a velocidade de alguém que não pretendia perder tempo.
Gustavo dirigia, o maxilar trincado, os olhos fixos na frente.
Pietro estava no banco de trás, em silêncio.
Heitor falava no telefone, coordenando seguranças e acesso aos servidores.
A noite começava a cair, tingindo o céu de um azul sombrio.
— Ele realmente foi pra lá? — Pietro perguntou, tenso.
Heitor confirmou.
— As câmeras captaram o carro entrando no sítio antigo da família Monteiro há quarenta minutos.
Pausa.
— E não saiu desde então.
Gustavo apertou o volante.
— Então ele está preparando alguma coisa.
— Gustavo… — Pietro tentou. — Se o seu objetivo é só conversar—
— Eu não converso mais com quem destruiu a vida dela.
Gustavo interrompeu com frieza.
— Eu exijo respostas.
Pietro não discutiu.
Sabia que era um momento que ele mesmo nunca teria coragem de encarar.
O sítio apareceu entre as árvores.
Um casarão antigo, quase esquecido no tempo.
Luzes acesas.
Porta aberta.
Como se alguém