Heitor caminhava rápido pelos corredores da mansão, e Gustavo e Ashiley o seguiam.
Cada passo fazia o coração dela bater mais alto, quase doloroso.
O corredor parecia mais estreito, mais escuro.
Ou talvez fosse o peso da verdade se aproximando.
Eles chegaram a uma sala pequena, trancada.
Um monitor já estava ligado, e Marina digitava com rapidez, o rosto sério.
— Achamos isso escondido numa pasta interna — explicou ela. — Não estava no sistema principal. Foi enterrado manualmente, com várias camadas de senha.
Gustavo apertou o maxilar.
— É coisa da Laura?
— É coisa de alguém profissional — Marina respondeu. — Mas o método… parece com ela, sim.
Ashiley respirou fundo.
— O que tem aí?
Marina hesitou um segundo — e esse segundo disse tudo.
— Algo que envolve você, Ashiley.
— E algo que envolve o motivo… de você ter esquecido mais do que imagina.
O pânico subiu na garganta dela como uma onda.
Gustavo tocou sua mão, apertou firme, sem tirar os olhos da tela.
Marina enfim abriu o arquivo.
E