Aline ainda chorava quando os seguranças a levaram para o escritório para acalmá-la.
A mãe delas tentava falar algo, mas estava pálida demais para conseguir articular qualquer frase coerente.
A mansão Monteiro parecia pequena, sufocada, como se as paredes escutassem tudo.
Ashiley continuava parada no hall, sem conseguir mover as mãos, sem conseguir processar completamente o que ouviu.
“Você sempre soube.”
As três palavras martelavam na mente dela como um eco impossível de desligar.
Gustavo tocou seu braço.
— Vem comigo. Você precisa sentar.
Ela negou com a cabeça.
— Eu preciso ouvir da minha mãe. Agora.
Gustavo segurou firme a mão dela.
— Então vamos juntos.
A mãe estava no escritório menor, tentando se recompor.
Ao ver Ashiley, ela parou.
Não por surpresa — mas por culpa.
— Mãe — Ashiley começou, a voz baixa —, a Aline disse que você me contou sobre a Ana Clara quando ela nasceu.
A mulher fechou os olhos por um instante.
— Ashiley, eu…
— É verdade? — ela insistiu, com um tremor invol