O carro correu pela estrada de terra até um condomínio discreto na zona rural.
A manhã estava nublada, o ar carregado de um silêncio estranho — como se o dia inteiro pressentisse o que estava por vir.
Gustavo dirigia com uma mão, a outra apoiada na coxa de Ashiley, num gesto quase inconsciente de proteção.
Ela não disse nada.
O corpo estava ali, mas a cabeça… estava longe. Muito longe.
“Ela pediu para ver você.”
A frase repetia na mente dela como um eco.
— Gustavo… — ela finalmente disse —, você tem certeza disso?
— Absoluta.
Ele desviou o olhar para ela, sério.
— A menina perguntou por você. Pelo nome. Com todas as letras.
Ashiley engoliu seco.
— Isso não faz sentido. Eu nunca… nunca vi essa criança.
— É justamente isso que me preocupa — ele respondeu.
Quando chegaram, Heitor estava na porta.
O rosto dele mostrava que a situação era maior do que esperavam.
— Ela está no interior da casa — disse ele, abrindo caminho.
Ashiley entrou devagar.
O coração batia no peito como se quisesse sa