A manhã seguinte não trouxe alívio.
Trouxe silêncio.
E silêncio, para Ashiley, nunca foi paz.
Foi aviso.
Ela desceu as escadas devagar, sentindo a casa nova diferente do dia anterior.
Mais pesada.
Mais tensa.
Como se pressentisse o que estava prestes a acontecer.
Gustavo estava na cozinha, camisa branca, mangas dobradas, café pela metade — não porque estivesse bebendo, mas porque estava pensando.
Ela reconhecia aquele tipo de silêncio dele.
Silêncio de alguém que está prestes a agir.
— Dormiu?