A equipe de segurança terminou a instalação por volta das dez da noite. Quando todos saíram, a casa ficou completamente silenciosa — um silêncio que, curiosamente, não parecia vazio. Parecia alerta.
Ashiley estava sentada no sofá da sala, mexendo no celular sem realmente olhar.
Gustavo, encostado na bancada da cozinha, analisava pela quinta vez o vídeo que haviam recebido.
Ele pausou no mesmo segundo em que a porta do escritório, no vídeo, se abria ao fundo.
— Isso — disse ele. — Olha.
Ashiley se levantou e se aproximou.
No canto do vídeo, quase fora do enquadramento, havia uma sombra.
Rápida, mas nítida.
A silhueta de alguém passando no corredor da mansão no exato momento em que o áudio foi captado.
— Dá pra ver o contorno — disse Gustavo. — Alto. Ombros largos. Provavelmente homem.
Ashiley franziu a testa.
— Pode ser segurança?
— Não — respondeu ele imediatamente. — Meus seguranças nunca ficam ali. O lugar é cego pra eles. E os seguranças da sua família raramente sobem para o segund