A manhã chegou devagar, como se tivesse aprendido a respeitar o ritmo deles. A luz entrou tímida pela fresta da cortina, desenhando sombras suaves no quarto ainda quieto. Ashiley acordou com o som da respiração de Gustavo, lenta e regular, tão próxima que parecia parte dela.
Ficou alguns minutos apenas observando. O rosto dele relaxado, o braço jogado sobre o travesseiro, a mão aberta perto da dela. Era estranho perceber como aquele homem, tão firme diante do mundo, dormia sem defesas ao lado dela.
Ela tocou a ponta dos dedos na mão dele, um gesto pequeno, quase infantil. Gustavo se mexeu, abriu os olhos aos poucos e, ao reconhecê-la, sorriu daquele jeito preguiçoso que só aparecia quando estava completamente à vontade.
— Bom dia — ele disse, a voz baixa, ainda carregada de sono.
— Bom dia — ela respondeu, sorrindo de volta.
Ele puxou Ashiley para mais perto, encaixando o corpo dela no seu, como se aquele movimento já fosse automático. Não havia pressa. Nem desejo urgente. Apenas conf