O convite chegou no fim da manhã. Um evento beneficente tradicional, salão cheio, imprensa na porta, sobrenomes importantes sentados nas primeiras fileiras. O tipo de ambiente em que boatos crescem com facilidade e decisões ganham peso público.
— É armadilha — Ashiley disse, lendo o convite pela segunda vez.
Gustavo não discordou.
— É — respondeu. — E justamente por isso vamos.
Ela o encarou, avaliando a firmeza no olhar dele.
— Juntos?
— Juntos — ele confirmou. — Do jeito certo.
A noite caiu elegante sobre o salão. Luzes quentes, música baixa, taças tilintando. Quando entraram, os olhares se viraram quase em uníssono. Não havia mais curiosidade disfarçada. Havia expectativa.
Gustavo segurou a mão de Ashiley sem força, sem ostentação. Um gesto simples que dizia mais do que qualquer discurso.
Aline apareceu perto do bar, vestida para provocar. O sorriso dela era treinado, os olhos atentos demais. Quando se aproximou, o ar ficou tenso.
— Que coragem — ela disse, olhando primeiro para As