O vento do mar entrava pelas janelas da Casa Raízes, trazendo o cheiro salgado que sempre lembrava Clara de sua chegada àquela cidade. Ali, naquela brisa, ela sentia que tudo havia começado — e talvez fosse também o lugar onde precisasse decidir o futuro.
Nos últimos dias, a pressão aumentara. Havia convites formais do governo, promessas de financiamento, discursos sobre impacto nacional. Júlia acreditava com convicção que a expansão era o próximo passo. Clara, porém, carregava a dúvida como um