O inverno avançava, e a Casa Raízes parecia pulsar com vida. O casarão que outrora fora silencioso agora vibrava com vozes femininas, com passos que ecoavam nos corredores e gargalhadas que, pouco a pouco, se tornavam mais frequentes do que os soluços. Para Clara, cada som era como música. Era a prova de que o espaço não pertencia mais às sombras, mas à reconstrução.
Numa tarde fria de quarta-feira, Júlia organizou uma roda diferente. Chamou não só as adolescentes, mas também algumas mulheres m