O amanhecer trouxe um silêncio pesado à mansão dos Monteiro. Adriano acordou no sofá do escritório, o corpo dolorido, a cabeça latejando pelo excesso de uísque. O paletó estava amarrotado, a gravata solta, e o rosto refletido no vidro da mesa já não lembrava o homem que um dia comandara uma corporação inteira.
Ele ainda acreditava que teria tempo. Que seus advogados, com algum truque, encontrariam uma brecha. Que Clara, talvez tocada por lembranças antigas, não levaria tudo até o fim. Mas, quan